
Eis que arrancam fora à força outro pedaço de mim. Em menos de um ano, uma avó e uma melhor amiga. Quê mais?! Sinceramente, estou com medo da próxima cartada. Não que eu esteja enfurecida com a tal “Justiça Divina”... Talvez se nossa cultura fosse diferente, sofreríamos menos com a morte dos queridos... ou não.
Como não ficar triste se tudo me lembra ela? Todos os lugares que vou, comidas que como, músicas que escuto. É claro que sou feliz por tê-la conhecido, por termos desfrutado momentos maravilhosos juntas, por eu ter sido amiga da amiga mais companheira, gentil, generosa e meiga que alguém pode ter, mas ainda não faz sentido, ainda tenho que segurar o choro.
Às vezes parece que é um desrespeito o mundo continuar girando depois de uma tragédia como essa. Quando a tragédia é anunciada no telejornal, você não dá a mínima moral... até a tragédia matar sua melhor amiga.
Mas a vida tem que seguir, a gente tem que sorrir ‘apesar de’, fingir que está tudo bem, não é mesmo?
"Cada pessoa que passa em nossa vida, passa sozinha, é porque cada pessoa é única e nenhuma substitui a outra. Cada pessoa que passa em nossa vida passa sozinha, e não nos deixa só, porque deixa um pouco de si e leva um pouquinho de nós. Essa é a mais bela responsabilidade da vida e a prova de que as pessoas não se encontram por acaso." (Charles Chaplin)
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